Terça-feira, Janeiro 19, 2010

Din-din


Dinheiro: ele pode comprar uma casa, mas não um lar. Ele pode comprar uma cama, mas não o sono. Ele pode comprar um relógio, mas não o tempo. Ele pode comprar um livro, mas não o conhecimento. Ele pode comprar um título, mas não o respeito. Ele pode comprar um médico, mas não a saúde. Ele pode comprar um sangue, mas não a vida. Ele pode comprar o sexo, mas não o amor.



(Ensinamento chinês)

Segunda-feira, Janeiro 04, 2010

Presságios para o ano novo

Autor: Fábio Toledo
Artigo publicado no jornal Correio Popular, de 4 de janeiro de 2010.


Nesse tempo aumenta o interesse nas previsões para o ano que se inicia. Presságios de catástrofes ou o anúncio de uma nova era de prosperidade fazem nosso ânimo oscilar, como um pêndulo, entre o temor e a esperança. Mas em que medida as adversidades por que possam passar o mundo e a nossa vida em particular nos deve preocupar?

Na verdade não deveríamos nos preocupar nunca. Um grande sábio costumava dizer que não se deve ter “pré-ocupação”, mas transformar a preocupação em ocupação. Ou seja, diante de algo que possa nos afligir, façamos o que está ao nosso alcance e, quando não há mais o que se possa fazer, esforçar-se por ficar em paz. Afinal, o que ganharíamos com uma preocupação estéril que não nos levasse a uma ação, ou com algo sobre o que não temos controle? Quando menos nos renderia mais uns cabelos brancos, ou uma gastrite.

Todo ser humano busca a felicidade. Não há quem não queira ser feliz. No entanto, com frequência pensamos que ela depende quase que exclusivamente das circunstâncias exteriores: prosperidade econômica, saúde, ausência de contrariedades etc. Em suma, pensamos que para sermos felizes teríamos de eliminar por completo todos os problemas de nossas vidas.
É inegável que devemos procurar resolver os problemas pessoais, familiares e, no que estiver ao nosso alcance, contribuir para o progresso da sociedade em que vivemos. Porém, por mais que nos esforcemos, não conseguiremos eliminar o sofrimento do mundo. Seria então a felicidade um ideal impossível de ser atingido?

Acredito que não. E o erro está exatamente em pensar que a felicidade depende exclusivamente das condições exteriores. Na verdade, construímo-la a partir de como encaramos os acontecimentos bons ou ruins que marcam nossas vidas.

Há uma cena do filme À Procura da Felicidade que ilustra muito bem o que queremos dizer. Chris Gardner (Will Smith) é um pai de família que enfrenta sérios problemas financeiros. Após muitos revezes, ele se vê sem recursos até para encontrar um local para morar com o filho, Christopher (Jaden Smith), de apenas 5 anos. Numa noite chega a dormir numa estação de trem. Querendo atenuar o sofrimento do filho, ele simula uma brincadeira com uma máquina do tempo, que os teria remetido a um lugar no passado. E então o filho adormece no seu colo, no banheiro da estação. Algum tempo após, o filho lhe propõe repetir a brincadeira. As circunstâncias exteriores eram totalmente desfavoráveis. Porém, o amor do pai soube superar as dificuldades, trazendo alegria ao coração do garoto, apesar de todo adversidade por que passavam.

De certo modo o clássico A Vida é Bela, de Roberto Benigni, traz a mesma mensagem. Nele o amor do pai soube transformar um campo de concentração nazista numa espécie de grande brincadeira. É certo que aqui há uma forte dose de irrealismo. De qualquer forma, fica evidente também como a forma com que se encaram as adversidades pode transformá-las em ocasião de crescimento pessoal e fonte de felicidade para os que nos cercam.

Não nos aflijamos, pois, com presságios agourentos de guerras e de catástrofes. O que realmente deveríamos temer é a falta de disposição de lutar por sermos felizes. E essa batalha há de se travar, sobretudo, em nós mesmos, numa luta por vencer nosso egoísmo que nos aprisiona e nos impede de abrir os nossos corações para as nossas esposas, os nossos maridos, nossos filhos, nossos amigos para todos aqueles com quem de alguma forma convivemos. Não podemos nos esquecer de que o coração humano tem uma porta que somente pode ser aberta para fora. Se a tentamos abrir para dentro, cada vez ficará mais duramente fechado em si mesmo, e, inevitavelmente infeliz. Mas, se a abrimos para fora, será inundado por uma onda de paz, serenidade e alegria. E então poderá semear no mundo o bom odor que exala de uma alma enamorada.


Fábio Henrique Prado de Toledo é juiz de Direito em Campinas
E-mail: fabiotoledo@apamagis.com.br

Sábado, Dezembro 26, 2009

2010!!!!

2009 foi um ano maravilhoso!!! Que venha 2010 e supere todas as expectativas!!!


Terça-feira, Novembro 10, 2009

Dose de mim...

Eu gosto de me sentar numa mesinha do shopping, tomar um suco ou sorvete...ou durante um evento social que tenho obrigação de comparecer...ou durante uma coletiva de imprensa.... ou durante um passeio com o Carl....ou durante uma simples caminhada....
Gosto de ficar observando as pessoas à minha volta.
Gosto de observá-las em suas conversas, em suas risadas e beijos apaixonados.
Costumo observá-las enquanto imagino de onde são, o que fazem e para onde irão quando passam pelas portas em direção à rua.
Fantasio suas vidas como se fossem personagens de um filme e praticamente sou capaz de afirmar quais são suas cores, livros e canções preferidas, a última vez que choraram assistindo a um filme e quantas vezes tiveram o coração partido.
Me perco em pensamentos a respeito de suas dúvidas, desejos e medos.
Às vezes tenho vontade de puxar conversa, oferecer uma palavra de apoio ou apenas compartilhar de uma boa notícia, quando vejo que sorrisos são mais numerosos do que silêncios encabulados.
Meus preferidos são os solitários que, assim como eu, se sentam sozinhos acompanhados de uma revista, livro ou notebook. Adoro os que conversam ao telefone, principalmente no momento em que encerram a ligação e entram em contato com a própria e inefável solidão momentânea, naquele instante em que ainda conservam uma risada que morre no tempo, ou no exato segundo em que uma ruga de preocupação se desvanece na expressão.
Adoro os que aparecem munidos de laptops e suas expressões faciais enquanto viajam na virtualidade.
Observar as pessoas assim faz com que eu me sinta absolutamente pertencente ao mundo, ao mesmo tempo em que constato o quão infinita pode ser minha existência.

Minha essência eterna se manifesta em momentos em que nada me faz companhia, exceto os pensamentos...

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

é a vida...


Há três métodos para ganhar sabedoria: primeiro, por reflexão, que é o mais nobre; segundo, por imitação, que é o mais fácil; e terceiro, por experiência, que é o mais amargo.

[Confúcio]